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Ladies and Gentleman: Led Zeppelin

novembro 6, 2012

Publicado na Revista Folk, Outubro de 2012

“Não é que apenas achamos que somos a maior banda do mundo. Mais que isso, achamos que estamos muito, mas muito a frente do segundo colocado”. A afirmação é do vocalista do Led Zeppelin, banda lendária que revolucionou perspectivas do rock e explorou de forma inesperada os ouvidos de seus aficionados ao apresentar ao mundo um vocalista que explodia nos palcos e no imaginário dos anos 70.

Robert Plant lota estádios e casas de shows muito mais pela indiscutível representatividade de sua voz na história do rock do que pelos seus novos trabalhos. Desde que o lendário Led Zeppelin terminou em 1980, Plant fez vários trabalhos solos, mas são poucos aqueles que compram seus ingressos sem esperar ouvir “Black Dog”, “Rock and Roll” ou “Whole lotta lover”.

Os sucessos do Zeppelin são inesquecíveis e a mísera oportunidade de ver ao vivo parte daquela magia já emociona os fãs. Antes da morte do baterista John Bonham, asfixiado com o próprio vômito, a banda era louvada em todos os cantos do mundo. Led Zeppelin recebeu diversas categorizações entre folk music e heavy metal, tem cinco discos na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame e quase todo mundo conhece algum sucesso seu, nem que seja o batido e inexplicável Stairaway to Heaven.

Acontece que Plant envelheceu e fez o inacreditável, aprimorou sua musicalidade e enriqueceu seu rock com instrumentos inusitados, sem deixar ninguém esquecer porque é considerado um dos maiores vocalistas da história. Muito mais contido do que nos anos de Zeppelin, não deixa dúvidas de que os anos lhe fizeram um bem incontestável.

Os fãs do furacão Zeppelin, que combinava Plant com John Bonham, considerado por muitos o maior baterista da história e Jimmy Page, um monstro da guitarra, podem não ter a mesma paixão pelo novo atual trabalho do vocal, mas devem reconhecer que há maturidade nele. O disco Band of Joy é uma justificativa sonora para as rugas de Plant e uma versão madura do rock ‘n’ roll.

Assim como Joe Cocker, Robert Plant amadureceu magnificamente e mostrou tanta categoria e beleza ao evoluir em suas composições que nos leva a acreditar que sua arrogante frase, verbalizada em tempos de Zeppelin, apenas ilustrava seu longevo brilhantismo. Que Plant demore para encontrar as portas da escadaria para o paraíso. Amém.

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