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Ao norte

janeiro 30, 2014

Três dias em Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná. Aquelas experiências em que os desconhecidos te acolhem com tamanha hospitalidade que você se sente em casa – tão comum em todo o Brasil, embora Curitiba tenha fama oposta.

Eis alguns retratos do que vivenciei lá. Optei por não tratar nenhuma foto, pois acabei de comprar essa câmera e estou em processo de entendê-la. Tampouco sou fotógrafa profissional, apenas apreciadora da arte e em busca de desenvolver meus olhares.

Nos quase 400 km que separam aquele interior da capital, um pedágio atrás do outro. Foram R$ 6,70, R$ 9,70, R$ 8,10 e mais um ou dois que não me lembro. Boa parte do trajeto com a segurança da pista dupla, mas vários trechos sinuosos em pista simples e sem acostamento. Muitos caminhões.

A revolta com os investimentos em estradas, ao invés de trilhos, é latente.

Imensas safras de milho, soja e – claro – cana, carregamentos de eucaliptos e pinos. TODOS transportados naquela estrada..

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Santo Antônio da Platina tem cerca de 50 mil habitantes. Não tirei fotos de lá pois conheci apenas o centro – passamos na farmácia – e não posso deixar de apontar a similaridade com Garça, no interior de São Paulo. Nosso destino era um sítio, a quase 17km da área urbana. Chegamos quando o relógio apontava oito da noite. Bom papo regado a cerveja, um sanduíche e cama. O dia seguinte começou as 6 horas da manhã, era dia de levar nossos gaviões para um reconhecimento do campo de voo.

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Poucos passos foram necessários até que encontrássemos o gado.

Baixíssimos os níveis de domesticação, elevados os de curiosidade. Os animais, contados a cabeças, nos perseguiam e encaravam. Corriam hora na direção contrária a nossos corpos e hora ao encontro dos mesmos.  Defendiam seu território, não seu orgulho. Exigiam atenção total.

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Em diferentes pontos da fazenda, conhecemos cerca de onze espécies de abelhas.

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Dez eram inofensivas, mas as africanas, que ferroavam sobre o macacão e injetavam o veneno em nossos corpos assustavam. Como soldados, defendem o raio de 50 metros de sua rainha e podem matar. Além de protegidos por roupas especiais, carregávamos uma arma, um fumegador. Com o cheiro de fumaça, as abelhas  entendem que há um incêndio na floresta e correm para a colmeia para se alimentar de mel e partir em busca de novo abrigo. Cheias de mel, não têm a flexibilidade necessária para dobrar o corpo e, consequentemente, a ferroada é dificultada. Não evitada.

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Gosto da natureza, acho que as árvores são ignorantes em beleza e tamanho, que as cores da mata fazem qualquer paleta de cores passar vergonha.

Registros de meu encantamento por árvores, cores e texturas:

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Esta, aberta por um raio.

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Aos poucos aprendo mais sobre as aves,. Eterna curiosa.

Na estrada avistei gaviões carijó e carrapateiro, falcão de coleira (falco femoralis), carcarás, diversos psitacídeos e bandos de pássaros que desconheço. Na área industrial, também avistamos pombos.

Lá no alto, anu-branco:

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Lá longe, pica-pau:

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No retorno, boas notícias, bons planos, boas conversas. Reflexos da sábia decisão de sair da pressão.
Agora é voltar ao trabalho, à recolta.

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From → Variados

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