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Blues por aqui

Voodoo Woman

Há pouco mais de um mês entrei para uma banda de blues. Há duas semanas tocamos no Wonka e no Atacama, bares daqui de Curitiba.

Pra que gosta, um pouco mais…

Caro Pisco (bateria);

Sabrina Blues Mendes (vocal);

Isis Sophia (gaita harmônica);

Andréia Pisco (guitarra);

Hadra Sioux Banks (baixo);

 

Pra que gosta, tem um pouco mais aqui

Hoochie Coochie Man

Pride and Joy

Um mendigo gato é suficiente para ressuscitar a utopia

Procurei uma foto para ilustrar este post. Não queria aquela que ficou “popular”, ontem, do Rafael Nunes e tampouco uma que degradasse outros humanos… então desisti. Ficará sem ilustração mesmo.

Que a internet é uma incógnita não é novidade.Você senta em frente ao computador e acessa a sociedade do sofá de casa, do celular. Para um sociólogo isso é intrigante, pelo menos para mim.

Com esta inquietação em mente há anos, me acontece de trabalhar em um veículo de comunicação em rede nacional:

O diretor jurídico do Atlético-PR e vice-presidente do Conselho Deliberativo, o advogado Cid Campêlo, denunciou o desvio de verbas da copa do mundo. Silêncio. “São Paulo” – assim, como se fosse uma pessoa muito poderosa, já que é a sede da rede – não me pediu nenhuma foto, nenhum vídeo, pra quê informação?

Um cidadão muito bonito – não podemos negar – vive nas ruas,viciado em craque e tem sua foto publicada no facebook. Barulho. “São Paulo” quer tudo possível e o quanto antes. Bomba! Curitiba ganha foco no noticiário nacional – talvez até lá fora, não pesquisei e confesso.

Não quero explorar que muito daquele cara ser mendigo e viciado em craque poderia ser evitado se fosse combatido o desvio de verbas com o mesmo entusiasmo que a foto foi comentada, compartilhada, curtida e reproduzida.

Não quero explorar que mendigo é uma condição, já ninguém nasce mendigo, e que ela não tem relação alguma com a natureza expressada na cor dos olhos ou na beleza do cidadão.

Vou ignorar que, em tese, admite-se um mendigo feio – mas que pode ser crítico, funcional, inteligente, genial, criativo – e critica-se um mendigo bonito – que pode ser vazio.

Minha questão é que para uma socióloga – e espero que não só – é complicado e, no mínimo, causa inquietação observar uma sociedade que age assim. Achei que já estava livre das minhas utopias, me enganei. Acho que não lemos ou escrevemos textos longos só porque não vale a pena enfrentar essa realidade que tem solução tão “distante” de nós e, para escrever sobre o tal bonitão, a fotógrafa gastou apenas três linhas.

Tenho que pensar mais sobre isso para entender um pouco. Tudo é inviável.

E você?

How does it feel to be on your own like a Rolling Stone?

 

Publicado na revista Folk – Agosto de 2012

Não é incomum encontrarmos uma pessoa mais velha e nostálgica que exalta a desgraça dos dias atuais em detrimento de sua era de ouro. Entretanto, quando olhamos para trás notamos que nossas revoltas têm motivos semelhantes.

A maior banda de rock do mundo surgiu há 50 anos e seu sucesso desde então é uma evidencia de que a sociedade não passou por tantas transformações no período em que o indivíduo envelhece. A insatisfação com o discurso vigente, o dos vencedores, é representada por várias artes humanas há séculos e há cinco décadas tem seu ápice na banda inglesa The Rolling Stones. Muito antes de Kurt Cobain gritar a plenos pulmões “Here we are now. Entertain us!”, Mick Jagger já dançava freneticamente atrás de um microfone em que revelava não conseguir se satisfazer.

“I can’t get no satisfaction” é um hino de nossa era, uma expressão de nossa cultura e uma crítica à informação vazia de conteúdo, crescente e amplamente valorizada desde a década de 70. Cada música dos Stones esconde uma revolução em potencial. Revolução da política, da cultura e do eu, embora Mick Jagger já tenha afirmado fazer as letras para Jagger e não para que tenham representatividade junto às pessoas.

Um dos pilares da chamada invasão britânica dos anos 60, quando o mundo conheceu os Beatles e The Who, a banda cujo nome faz alusão à música “Rollin’ Stone”, do lendário Muddy Waters, já lançou inúmeros sucessos. São 29 discos em estúdio, 12 álbuns ao vivo, mais de 200 milhões de discos vendidos, 100 jingles, músicas em jogos de vídeo game, filmes, 45 turnês e um dos maiores shows da história realizado 2006, quando a banda tocou para 1,5 milhão de pessoas em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Os shows são uma das marcas mais fortes dos Stones. Verdadeiros espetáculos criados em palcos imensos, com investimento em novas tecnologias e formatos, transformaram cada apresentação em eventos que movimentam fãs de todos os cantos do mundo e podem durar até três horas.

Desde o primeiro show, realizado em 12 de julho de 1962, esta que pode ser eleita a “Maior Banda de Rock do Mundo” construiu e reforçou características únicas. A primeira delas é a conhecida, e por muitos tatuada, logo do The Rolling Stones. Uma boca que faz alusão à de Mick Jagger, representa o antiautoritarismo e tem evidentes conotações sexuais.

Uma das mais famosas logo e mais forte marcas da história, a dos Stones teve sua criação atribuída ao famoso artista Andy Warhol, embora tenha sido produzida por um estudante de design chamado John Pasche em 1969. A arte ilustrou o álbum Sticky Fingers, lançado em 1971 e, desde então, é um dos mais difundidos símbolos do rock mundial.

Há 50 anos a banda é liderada por Mick Jagger, uma figura em particular com aparência inconfundível – exceto se comparado à musa  do rock brasileiro Rita Lee -, executor de apresentações, letras e danças épicas. Genial na construção de melodias, já afirmou que não se deve prestar atenção nas letras, pois apenas dentro do contexto da música é que as atitudes e emoções são transmitidas.

Outra marca dos Rolling Stones é a guitarra versátil e consistente de Keith Richards. Suas composições o transformaram em um dos grandes nomes do rock pela incrível interpretação do blues e do R&B, estilos que influenciaram o rock psicodélico e deram forma a banda.

The Rolling Stones também são reconhecidos mundialmente pela rebeldia, pela crítica ao autoritarismo e aos modelos políticos impostos, embora a banda não se considere ativista de causas políticas.

Em 2012 comemoram-se cinco décadas do surgimento de um marco do rock mundial. The Rolling Stones surgiu da amizade e teve como combustível a relação polêmica e extremamente próxima entre Mick Jagger e Keith Richards. Junto com Charlie Watts e Ron Wood eles compõe o grupo que tem renda bilionária e ostenta o reconhecimento como uma das bandas que está há mais tempo em atividade.

 

O poder de uma frase

Existe uma mulher chamada Cláudia Wasilewski, nunca havia lido coisas dela. Talvez nem tenha notado que era dela, há uma possibilidade. Hoje sei que ela tem um blog, que ele foi invadido e levou tal indivíduo a escrever duas frases geniais.

“Chorei como coreano em velório de ditador”
“Ser anônimo em 2012, só no mundo real”

Agora nossa relação mudou. Quase foi interrompida bruscamente por um preconceito político. Lembrei que não tem cabimento me afastar de alguém por um texto sobre um candidato qualquer que eu não gosto. Em breve lerei o seu blog e poderei dizer mais.

Eu a conheci em uma revista.

Keb Mo – Love man Blues

Observe

Hoje fui almoçar sozinha em um restaurante por kg.

Resultado: prato cheio para observar como as outras pessoas se relacionam.

Bem na minha frente tinha uma mãe com duas filhas, uma adolescente e uma criança.

A adolescente trajava aquele tradicional uniforme laranja do Positivo, usava aparelho fixo nos dentes superiores e inferiores, comeu massa ao molho de queijo com carne de panela e não falou mais do que duas palavras – que não foram pronunciadas quando sua irmã se afogou com a comida, por sinal ela nem chegou a olhar para a criança quando isso aconteceu- ao longo de 40 minutos.

Sua irmã tinha cabelos cacheados amarrados em um rabo de cavalo, vestia aqueles uniformes grandes azul marinho com listras amarelas na lateral das pernas, não tinha mais do que cinco anos e falava o tempo todo sobre tudo.

A mãe não comia direito, cuidava em silêncio da filha pequena. Levantou para levá-la buscar sobremesa e, quando voltou, haviam tirado seu prato da mesa. As únicas palavras que eu ouvi dela foram: “Por que você tirou daqui moça? É uma palhaçada hein?!”

As pessoas não se comunicam? Muito esquisito para uma pessoa que, assim como eu, vem de uma família em que ninguém consegue calar a boca!

(a lógica da sociologia comparativa é evidente)

Sabe a Billie Holiday?

Ontem estava com a minha irmã na Fnac pra comprar um livro pra minha mãe e vi aquele expositor giratório quadrado da L&PM Pocket. Comprei a biografia da Billie Holiday e já comecei a ler.

Para me interar dos sentimentos, vou escutar todas as músicas dela e comecei hoje. Após o almoço, parece que vou ver coelhinhos pulando em cenários coloridos de tão alegres alguns dos ritmos, embora as letras e a história da Billie Holiday não sejam tão pomposas. Todos têm momentos de felicidade.

Boa nova do transporte coletivo e menos poluente foi formulada em 1986

Em 03 de janeiro a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei nº 12.587/2012, que instituiu as diretrizes para a Nova Política Nacional de Mobilidade Urbana. Mas o que significa isso? Artigo da especialista em direito ambiental, Camila Gressner, publicado hoje, 09 de junho, na Gazeta do Povo trás esclarecimentos sobre a proposta.

Os principais pontos estão ligados à melhoria na qualidade de vida da população no que diz respeito aos custos ambientais, sociais e econômicos provocados pelo deslocamento de pessoas e cargas dentro das cidades. Tramita no Conselho Nacional de Meio Ambiente medida que obrigaria toda a frota nacional movida a diesel a adotar o “aditivo limpo”.

Algumas medidas fazem parte do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), criado em 1986 e que entram em vigor agora, em 2012. Desde o último mês de janeiro apenas ônibus adaptados para o uso do diesel S-50 podem ser comercializados por montadoras.

O novo conceito de “Sistema Nacional de Mobilidade Urbana” consiste em um conjunto organizado e coordenado de modos de transporte, serviços e infraestrutura que garantam o deslocamento de pessoas e cargas e diminuam os impactos ambientais. Para tal, licitações e projetos que favoreçam o transporte coletivo devem ter prioridade.

A regulação dos serviços com relação às tarifas também tem novas diretrizes. A tarifa deverá ser constituída pelo preço público cobrado do usuário somado à receita resultante de outras fontes de custeio. O poder público deverá delegar a fixação, reajuste e revisão dos valores.

Mas e aí?

Todo este conceito é muito bonito e promissor, mas uma coisa instituída em 1986, que entra em vigor em 2012 e será praticado pra lá de 2020 apenas reforça a desorganização e ausência de comunicação eficiente entre empresas, governo e sociedade civil. Ao meu ver, uma lástima. De qualquer forma, antes tarde do que nunca. Só espero que as medidas que favorecem aqueles que optam por um transporte que não polui NADA, a bicicleta, não demorem 25 anos para vigorar…

que i-doser?

Já ouviu falar daquelas músicas que deixam a pessoa drogada?  I-doser, veja mais aqui.

Então te proponho uma experiência:

Mantenha os olhos fechados e dê play em Tin Pan Alley, do Stevie Ray Vaughan.

Preste atenção, qual o tema você imagina durante a primeira parte, antes dele começar a cantar? Quando isso acontecer, preste atenção na letra! Depois eu conto minha experiência, pra não induzir nada.

TIN PAN ALLEY – STEVIE RAY VAUGHAN

Went down to tin pan alley….see what was going on
Things was too hot down there….couldn’t stay very long
Hey hey hey hey….alley’s the roughest place I’ve ever been
All the people down there….livin’ for their whisky, wine, and gin

I heard a woman scream….yeah and I peeked through the door
Some cat was workin’ on annie with a….lord with a two-by-four
Hey hey hey hey….alley’s the roughest place I’ve ever been
All the people down there….livin’ for their whisky, wine, and gin
I heard a pistol shoot….yeah and it was a .44
Somebody killed a crap shooter cause he didn’t….shake, rattle, and roll
Hey hey hey hey….alley’s the roughest place I’ve ever been
All the people down there….killin’ for their whisky, wine, and gin

I saw a cop standin’….with his hand on his gun
Said this is a raid boys….nobody run
Hey, hey, hey….alley’s the roughest place I’ve ever been
Yeah they took me away from tin pan alley
And took me right back…to the pen

Projeto de Música: Madeleine Peyroux 2

O projeto segue mas a minha irmã, a Caro Pisco, acha que só com voz, batera e guitarra eu não posso solar. Dito isso, aproveitamos a presença do Renan Cardoso, meu amor, para gravar Don’t Wait Too Long! A próxima música não será da Madeleine, mas bem que podia…